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Gratidão é a memória do coração

O associado Faustino Vicente já foi diretor do Clube e conta com amor sua história. Ele esteve presente, e inclusive foi “jogado” na piscina, no dia em que o tobogã do Conjunto Aquático foi inaugurado, na gestão do Presidente Clodoaldo Paulo de Souza (1981 / 1984). Hoje, com 82 anos, ele se recorda do clima de amizade e fraternidade daquele dia e compartilha também suas atribuições profissionais e destaques de sua carreira.

Revista Clube – Desde quando é associado do Clube Jundiaiense? Por que decidiu se associar?

Faustino – Desde adolescente. Tive, graças a Deus, uma infância, adolescência e juventude de muita atividade física. Daí o interesse.

RC – De que forma contribuiu com a gestão do Azul e Branco?

F – Como gestor apenas quando fui Diretor Secretário II na gestão do amigo Clodoaldo Paulo de Souza (1981 / 1984) e Diretor de Pessoal e Jurídico no mandato do Clarisvaldo de Favre (1984 / 1987).

Faustino, sua esposa e os filhos Cláudia e Júlio César em 1965

RC – Como surgiu a oportunidade de se tornar diretor?

F – O “culpado” por eu ter sido diretor do CJ foi o amigo, vizinho e colega da 1ª Turma de Advogados da Faculdade Anchieta, Nivaldo Tadei Müler. Ele me convidou e aceitei com muito prazer.

RC – De que se recorda dos eventos antigamente?

F – A minha passagem pelo CJ foi mais nas piscinas – na sede central e no clube de campo – com a família. Esposa Hilda Mazzola Vicente, e os filhos, Cláudia e Júlio César.

Como não havia selfie, não tenho o registro. Muitos almoços com amigos e familiares e muito churrasco. O evento mais importante foi, sem dúvida, a inauguração da piscina, em 11 de março de 1984. Eu estava presente com minha esposa e filhos. Ao término da solenidade da inauguração, fomos jogados na piscina com roupa e tudo e sentimos a deliciosa sensação de escorregar pelo tobogã.

Levar pessoas da família Mazzola ( da minha esposa), como seus avós – Dona Pianinha e seu André Mazzola – os tios dela – queridos Cesulei e Geraldo Mazzola, entre outros – é embrança muito carinhosa. Como visitantes eles almoçavam conosco.

Meus filhos aproveitaram muito as piscinas, os bailes carnavalescos e o Baile do Havaí, evento sensacional que o CJ realiza ainda hoje.

RC – Qual é o sentimento ao se recordar nesses momentos no Azul e Branco?

F – Olhando para fotos antigas, as lembranças são as mais doces possíveis, pois a diretoria, liderada pelo Presidente Clodoaldo, era formada por pessoas amigas e o ambiente muito prazeroso.

RC – Já praticou esportes no CJ?

F – Além da natação, o mais “radical” foi a sauna, durante uns dez anos.

RC – Qual é a importância do Clube em sua vida?

F – O CJ é, certamente, um dos melhores clubes do Brasil em seu gênero, com centro de lazer, esportes e cultura. Para mim, o que mais agrega valores no CJ são as amizades que fazemos, e muitas delas nos acompanham por toda a vida, mesmo que a convivência não seja constante. Precisando, é só contatar.

12 de setembro de 1959 Hilda Mazzola Vicente e Faustino Vicente se casam

RC – O senhor é Articulista há 19 anos do Jornal de Jundiaí. Como poderia descrever a evolução da cidade durante esses anos?

F – Eu nasci numa casa ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito – na época Largo da Santa Cruz – hoje, Praça das Bandeiras. Meu saudoso pai tinha uma lenhadora, pois lenha e carvão eram os “combustíveis” do saudoso fogão a lenha. Desde criança ajudei meu pai – Faustino Vicente Amador, em suas atividades: comerciante – uvas e figos – tropeiro e proprietário da Imobiliária Jundiaiense. Aos 12 anos eu vendia essas frutas numa barraca que tínhamos na praça da Catedral.

A localização geográfica de Jundiaí, próxima a São Paulo e servida por duas das melhores autoestradas, é fator responsável pelo desenvolvimento da nossa cidade. Outro motivo diferenciado é a sua economia bastante diversificada. Além da agricultura, sua origem, há indústrias dos mais variados
portes e segmentos, comércio muito competitivo, empresas prestadoras de serviços e centros de formação de mão de obra, fatores que continuam atraindo novos investimentos locais.

A qualidade de vida da cidade tem sido responsável pela vinda de pessoas de outras localidades, inclusive de São Paulo.

RC – Você já foi apresentador de rádio, palestrante e publicou diversos artigos, além de diversas atividades desenvolvidas. A que se deve seu grande interesse pela comunicação?

F – Comunicação sempre foi e, hoje mais do nunca, é estratégia fundamental em todas as atividades. Sua pergunta me leva ao lendário Chacrinha: “quem não se comunica, se trumbica.” No dia 25 de setembro de 1964, ingressei na Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), cujos participantes são
conhecidos como vicentinos e vicentinas.

Minhas atribuições:
• O mais jovem ex-presidente do Conselho Central de Jundiaí.
• Em 1964 – ingresso na Sociedade São Vicente de Paulo.
• Diretor do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (sem remuneração).
• Presidente do Conselho Particular Centro – Nossa Senhora do Desterro.
•1° coordenador do Conselho Central.
• 3° presidente do Conselho Central Diocesano.
•1°presidente do Cemitério Parque dos Ipês (Obra Unida).
•1ª Sede própria do Conselho Central de Jundiaí.
•1° editor de 1° Informativo vicentino.
• 1° apresentador de programa (vicentino) na rádio.
• Integrante Do Grupo de Confrades, que incentivou a fundação das primeiras Conferências Femininas – em Jundiaí.
• A ECAFO teve seu início, há 40 anos, na minha Gestão como Presidente do C.C. de Jundiaí.
• Promotor da 1ª Romaria Vicentina para Aparecida, em 1968, como Presidente do C.P. Centro.
• Palestrante em vários eventos vicentinos.
• Publicação de artigos em meios de comunicação da SSVP dos Estados Unidos, Europa e Brasil.
• Secretário da Conferência São Camilo de Lellis.

RC – Tendo se especializado em recursos humanos na USP, de que forma seu conhecimento na área contribuiu com sua carreira?

F – Minha carreira profissional começou com as atividades do meu pai, depois fui bancário por 10 anos, residi em Londrina (PR) quando era auditor do Banco Brasul de São Paulo, viajando por dezenas de cidades de vários estados brasileiros e trabalhei em São Paulo.

Fui gestor da Divisão Administrativa da Duratex/Deca (Jundiaí), tendo como responsabilidade várias áreas, inclusive Recursos Humanos. Com o objetivo de me aprofundar nessa importantíssima área, fiz esse curso de especialização na USP.

Como representante da empresa, fui Conselheiro do CIESP/Jundiaí, Presidente, e um dos fundadores, da Associação Anhanguera de Controle da Qualidade (Campinas) e integrante da AJARRH – Associação Jundiaiense dos Administradores de Recursos Humanos.

Na empresa, fui presidente da CIPA, diretor do clube, da Cooperativa de Consumo e Coordenador dos Círculos de Controle da Qualidade. Em 1969, prestei o vestibular da Faculdade de Direito Padre Anchieta, para adquirir novos conhecimentos.

Durante 15 anos fui Consultor em Gestão da Qualidade, o que me proporcionou ministrar cursos e palestras em empresas e órgãos públicos do mais variados portes e segmentos em diversos estados brasileiros e também inclusive na Argentina – Universidade de Córdoba.

Graças as minhas atividades em ações sociais, fui agraciado com a Medalha Petronilha Antunes, pela Câmara Municipal. Pela Prefeitura recebi a Medalha de Mérito Esportivo pela contribuição na construção do Bolão. Como-se pode perceber, essas minhas andanças e os 3 anos que estudei como interno no Colégio Salesiano Liceu de Campinas, não permitiram maior assiduidade no CJ. Do Liceu guardo, com muito carinho, essa Medalha de Ouro, pela minha formatura no curso ginasial.

RC – Gostaria de deixar uma mensagem?

F – Encerro com a seguinte frase para nossa reflexão: “A tecnologia aproximou a distância e distanciou as proximidades”.

Diretoria da Gestão 1981/1984, liderada pelo então Presidente Clodoaldo Paulo de Souza, na solenidade de inauguração do Conjunto Aquático do Clube Jundiaiense, em março de 1984

Páginas Azuis – Revista Clube | Edição de setembro de 2017

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